Um insight que virou reflexão
Às vezes, eu estou lendo um livro, ou assistindo algum curso, ou até mesmo trocando uma ideia com alguém….
E, de repente, vem aquele clique.
Um insight. Uma lembrança.
Hoje foi assim.
Parei para filosofar sobre a vida e senti vontade de escrever.
Vou compartilhar aqui. Vai que faz alguém refletir também….
A Encarnação não é uma pausa, é uma viagem
As pessoas acham que, quando encarnam, dão uma pausa na sua existência.
Tipo quando a gente tira férias e esquece que tem trabalho, nem pensa na rotina normal.
Na verdade podemos fazer esse paralelo: quando nós encarnamos é como quando fazemos uma viagem.
Mas não qualquer viagem.
Fazendo alusão ao que conhecemos aqui desse plano:
- Alguns vão para um congresso ou seminário se especializar;
- Outros vão para uma faculdade em outro local, tendo que ir morar longe de onde e de quem conhece;
- Outros vão para uma escola aprender e treinar conceitos necessários para continuar a caminhada;
- E ainda outros vão ajudar com seu exemplo, no caminho, no foco e na disciplina, como um farol para quem quer se manter na programação da viagem.
Mas o que acontece quando chegamos aqui?
Agimos como se estivéssemos de férias!
Acho que isso se deve à forma como vemos o plano espiritual, pois temos a mesma estrutura de pensamento quando pensamos na espiritualidade.
Temos a percepção de que é outro mundo e, com a mesma ideia de férias, entendemos como uma realidade separada, como se tivéssemos que abrir uma porta ou pegar um ônibus para acessar o plano espiritual.
Essa é a estrutura de pensamento que criamos quando estamos encarnados para pensar no que é espiritual, pois, se não lembramos das coisas, então só podemos imaginar!
Com o espiritual tão distante, tão abstrato, tomamos nossa realidade material como a principal e como meio exclusivo para nos manifestar.
Mas, assim como o plano espiritual não tem um endereço, nem um local específico no espaço – porque é um complemento do material, e os dois são uma coisa só – nós, consciência, também somos uma coisa só.
Somos uma consciência que agora colocou um traje para se manifestar no plano material. Esse traje, bem denso, não nos deixa ver o plano espiritual, mas isso não quer dizer que ele não existe e, muito menos, que não interagimos com ele.
Somos uma só Consciência, com ou sem traje
Então, para continuar com essa história precisamos entender que não existe o Eu espiritual e o Eu material. Existe apenas o Eu. Somos uma só coisa.
Para ficar mais fácil a ideia de traje:
Se, por exemplo, eu for mergulhar em mar profundo, vou ter que colocar outro traje por cima desse corpo, porque a pressão lá nas profundezas marítimas é maior ainda.
Mas voltando…
A Rotina Espiritual não pausa só porque esquecemos
Quando encarnamos, não há pausa na nossa história de existência.
Da mesma forma que acontece no mundo material quando tiro férias, o mundo continua girando.
Não é só porque eu fiz uma viagem e saí da minha rotina no mundo espiritual para vir viver uma história de alguns anos no mundo material, que meu trabalho, minha rotina e minhas responsabilidades não existem lá.
Não é só porque eu não lembro que não existe.
Da mesma forma que eu não enxergo o ar, mas sei que o oxigênio existe e, sem ele, eu não vivo aqui. Sinto o ar entrando e saindo durante a respiração, mesmo sem ver.
Ou seja, interajo com a atmosfera do planeta mesmo sem enxergar.
Lembrando que interajo com o meu corpo físico e com o meu corpo espiritual, já que tenho os dois aqui juntos, independente dos trajes. Troco gases com a atmosfera e troco energia com o meio que me rodeia.
O Mapa que nos cegou
Vou fazer agora um parênteses que acho válido (porque me ajudou a alinhar esses pensamentos):
Aqui na Terra (vamos chamar assim o plano material) temos muito enraizada a cultura do Bem x Mal, Céu x Inferno, Deus x Diabo. Esse programa roda no Inconsciente coletivo do planeta.
E essa dualidade, pregada culturalmente independente da religião, somada a todas as demais distorções da realidade imposta pelo que chamam de “Matrix”, contribuiu para que a gente imprimisse no nosso Mapa um conceito distorcido da realidade espiritual. (da material também, mas isso é outro assunto)
Lembrando que essa Matrix nada mais é do que um programa alimentado pelo inconsciente coletivo que tem como base a disputa pela nossa atenção, humanos mimados, egoístas e individualizados, que achamos que o Universo existe para satisfazer nossas vontades e saciar nossas necessidades e instintos primitivos.
Enfim…
Devido à esse Mapa borrado e incompleto acabamos fantasiando e trazendo visões rasas.
or exemplo, acreditamos que, nessas férias que estamos vivendo aqui na Terra, as pessoas são divididas em:
- quem foi bom “lá em cima” vai ter uma vida boa “aqui embaixo” – como se estivesse num resort desfrutando as dádivas de seu merecimento
- quem foi mal “lá em cima” vai ter uma vida dura “aqui em baixo” – vai passar as férias contando centavos, pegando carona, economizando comida para não sentir fome
- quem for ruim “lá em cima” vai vir para fazer bagunça – vai atormentar a vida dos turistas distraídos e o que conseguir é lucro
E, como achamos que estamos sem supervisão aqui, acreditamos que, quando voltarmos “lá pra cima”, vai haver um balaço, “o julgamento”, sobre como foi nosso comportamento nas férias.
É nessa hora, na nossa fantasia, que vão decidir nosso destino (ou nós mesmos depois de “assistir um filminho com o resumo da nossa experiência”, dependendo da crença).
Seguimos então a nossa estrutura de pensamento para elencar nossas opções:
- se fui bonzinho, vou para o céu (ou faixa vibratória positiva, ou 5ª dimensão…), vou para junto dos ascensionados, dos santos e divinos mestres;
- se tive dificuldades em me relacionar, cometi erros com as pessoas próximas, se faltei com a minha responsabilidade, vou para o umbral para refletir sobre meus erros, aceitar a culpa e me perdoar;
- e, se cometi grandes erros, se vivi fora das leis e regras da sociedade, vou para o inferno. Como no filme “Ghost”, o portal para o embaixo se abre e sou sugado para sofrer na escuridão eterna.
Na minha visão, essa historinha é pequena e sem graça demais para representar a Criação Divina.
Para tentar entender um pouquinho, precisamos entender como funciona o Universo, quais são suas Leis e quem são as Consciências que trabalham para que todo o fluxo mantenha seu equilíbrio.
Não vamos entrar nessa explicação, se não vamos perder o nosso fio filosófico.
A questão é: se não entendermos que somos uma consciência vivendo uma existência cheia de experiências (seja em qual dos vários planos da existência for), como vai ser quando essa viagem acabar?
Vamos nos sentir super frustrados por ter tido essas férias e ter vacilado, sabendo que a rotina espiritual (de casa) ainda está à nossa espera.
Essa é a ideia.
Não estamos de férias, estamos sendo observados
Essa culpa pesa na nossa volta para a rotina, a de casa, espiritual .
Dá vergonha da nossa galera. (que estava nos vendo o tempo todo!)
Daqueles que ficaram lá, firmes, realizando as tarefas, segurando a onda durante a nossa ausência.
A gente volta de mãos vazias, sem aprendizado, sem transformação. Às vezes até pior do que quando chegou.
E tem casos ainda piores.
Tem gente que vai além da simples distração.
A ilusão material é tão forte que a pessoa se perde. Se deixa enganar.
Faz besteira, cruza limites, quebra leis que são universais.
E aí, quando volta pra casa, lá “do outro lado”, é detido.
Ficam sob a guarda dos Guardiões até “acordarem para realidade Divina”, esgotarem os negativismos e voltarem para o fluxo.
Tem ainda aqueles que não se rendem à correção, detenção, e fogem.
Vivem como foragidos de si mesmos, escondidos em vielas escuras e imundas do mundo espiritual, onde a desordem impera alimentada pela ilusão dos sentidos.
Ambientes onde a lei do mais forte ainda reina, porque a Lei Maior ainda não é compreendida.
Eles preferem se manter na ilusão que tinham quando estavam encarnados.
Era mais fácil.
Na matéria eles não precisavam assumir responsabilidade por seus atos.
Preferem viver na infantilidade que criaram na fisicalidade.
Eles não têm coragem de admitir que a viagem acabou.
Ficam ali, negando a realidade, presos na própria fuga.
Não têm força para se entregar à Lei Divina, encarar seus erros e cumprir seu tempo de “detenção”.
O Verdadeiro teste: sustentar a fé na matéria
Caramba!
Entrar num mundo cheio de ilusões e armadilhas e se manter dentro do cronograma e objetivo da viagem é difícil demais!
Olhando aqui de dentro, penso: que teste pesado!
Temos que vestir o traje, nos jogar numa realidade que funciona em oposição com as Leis Divinas e ver como nos saímos!
Consegue sustentar a sua Fé?
Acho que é disso que estão falando quando dizem: “O mundo é dos fortes”.
Tem que ter a Verdade muito bem enraizada no nosso mental para conseguir não se distrair totalmente porque quando colocamos o traje o jogo começa para todos. (todos se distraem, mesmo que por pouco tempo)
Mas só existe liberdade para quem consegue andar de cabeça erguida.
E para isso, precisa ter coragem de se olhar no espelho e dizer: “Eu fui o autor.”
O céu e o inferno não são lugares.
São estados internos.
Eles representam a diferença entre caráter e aparência.
Entre viver de verdade e só parecer que vive.
São o reflexo das virtudes de quem organiza seus pensamentos, suas atitudes e seus princípios com coragem suficiente para caminhar no mundo espiritual de cabeça erguida, sem medo de ser visto como realmente é.
Porque lá, diferente daqui, a gente não tem um traje pra esconder a nossa intimidade, nossos instintos, nossa imaturidade.
Lá, tudo o que sentimos se manifesta.
Lá, não dá pra fingir.
Aqui, ainda dá. Aqui ainda tem véus.
Mas também tem câmeras.
Aqui não é como aquele bordão de Las Vegas: “O que acontece aqui, fica aqui”.
É pior que BBB: Não tem privacidade nem por um segundo.
Somos acompanhados o tempo todo.
Por amigos espirituais que torcem por nós.
Por guardiões que fazem o impossível para nos instruir, proteger e lembrar quem somos de verdade.
E quanto mais alinhados estivermos com nossa missão, mais reforçada é a nossa escolta espiritual.
Só que… também tem o outro lado.
Tem o grupo da bagunça.
Os que sentam no fundão da sala.
Os que vivem matando aula, rindo de quem é “certinho”, chamando os outros de caretas.
Eles vivem tentando puxar a gente pra distração.
Para desconexão.
Para ilusão.
Dançamos com que nos influencia
Durante a caminhada vamos escolhendo nossas companhias espirituais e quem nos influencia.
E a gente dança com eles.
Porque estamos aqui, vivendo com nosso grupo contratual.
Cada um no seu papel.
Todo mundo tem algo a ensinar e a aprender.
Porque o mundo imaterial e o material coexistem.
Eles não são separados. São um só.
Quem está lá nos enxerga.
Mas o nosso traje aqui não tem a função de enxergar o que acontece lá.
E isso não significa que o plano espiritual está longe.
Significa só que não temos acesso com os olhos físicos.
E ninguém precisa esperar o fim da viagem pra começar a entender isso.
Na verdade, como sabemos, a experiência da consciência é contínua.
A diferença é se estamos com ou sem o traje.
Todo esse pensamento é para chegar na conclusão, fundamentada na continuidade da existência.
Não existe essa história de que só vou arcar com as consequências dos meus atos quando “acabar as férias”.
Cada escolha que faço já começa a criar ondas agora.
A consequência é imediata.
Mesmo que eu ainda não veja o resultado.
Cada evento gera uma ação.
Cada ação gera uma reação.
Cada reação cria um novo evento.
E esse ciclo é o que movimenta a Lei da Ação e Reação.
Quem cria o evento? Eu!
Com meu padrão de pensamento que direciona minha mente para os tipos de sentimento que tenho, que vão desencadear as emoções que determinam meu campo eletromagnético.
E os sentimentos criam o nosso campo magnético.
Ele vibra. Ele comunica. Ele atrai.
Por isso, somos nós os responsáveis sempre, a cada escolha que fazemos que nos sintoniza com padrões e dimensões magnéticos afins.
Isso acho importante a gente ter em mente:
O que é levado em consideração não são nossas ações.
O ser não é o seu comportamento.
Nossas ações são consequências das nossas escolhas, não a causa.
Qual é a causa?
Meus comportamentos, sentimentos, e a minha percepção do mundo.
Meu estado interno.
Sentimentos positivos geram magnetismo positivo.
E quem vibra amor irradia um tipo de energia, e ativa e sintoniza seu mental com uma faixa específica, faixas energéticas de frequência elevada, magneticamente carregada com esse tipo de energia (amor).
E, claro que o contrário também é verdadeiro.
Nosso estado interno define nosso destino
É esse magnetismo que define qual foi nossa performance na viagem, é a nossa nota, é o que define o destino que nos espera quando retirarmos nosso traje.
Mas, isso é uma construção!
Quando tiramos o traje isso já está definido, porque apenas continuamos a viver no mesmo padrão, com as mesmas companhias.
Só que, agora, sem o traje, estamos enxergando.
Mas a gente tem mania de adiar tudo.
Procrastina até as nossas próprias correções.
E aí pensa:
“Quanto mais tempo eu demorar pra pagar, melhor.”
Essa é só mais uma ilusão da Matrix.
Mais uma armadilha para nos prender mais tempo aqui.
Mas não tem como fugir por muito tempo.
As consequências dos meus atos começam agora.
Se eu entendo ou não as Leis do Universo, se concordo ou não com o tempo em que elas atuam, é irrelevante.
O Universo não espera a nossa opinião para funcionar.
Então…
Se eu vou voltar para casa, para a minha família espiritual…
Eles já estão aqui comigo.
Me incentivando. Me orientando.
Me ajudando a lembrar quem eu sou.
Eu não sei qual é a importância disso para as pessoas, mas eu quero voltar com algo pra entregar.
Quero continuar de onde parei, com meu lugar guardado, com as novas experiências que vivi, mesmo que não tenha feito tudo que eu precisava dessa vez.
Agora, se eu vou ser detido, as dores já começaram aqui.
Já começo a sentir a reclusão, a solidão, o peso da culpa, da injustiça.
Sofro por não ter tido coragem de sustentar meus valores, por ter medo de ser quem eu sou.
Me vitimizo, coloco a culpa no outro pela minha infelicidade.
Mas no fundo, sei:
Fui eu quem escolhi me corromper pela ilusão dos sentidos.
Se eu não lembro … quando despertar eu vou lembrar.
Ou ainda, uma outra opção… se eu já decidi que não vou mudar…
Que não vou permitir ser tocado, muito menos transformado…
Então não me preocupo com regras nem com leis.
Me entrego ao caos e me misturo com os que já me esperam, companhias que vibram igual.
Já contam comigo, já me puxam.
Nem me deixam sozinho, pra não correr o risco de algum guardião me encontrar e me tirar da zona de influência deles.
como está a sua viagem?
Por isso, independente do seu Mapa, lembre-se que somos nós os responsáveis.
Sempre.
A cada escolha.
A cada pensamento.
A cada emoção que alimentamos.
Tudo isso constrói o campo que vai nos conectar — ou desconectar — do que é essencial.
E aí?
Como está a sua viagem?

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